Saturday, March 13, 2010

Love...


...is not when you think, wish, dream or believe.


It's rather something you feel so naturally and withing your deepest being, that nothing else would make any sense at all.



I miss you!

Tuesday, March 9, 2010

Why

There are things we do because we think...
...and there are those we do because we feel... and know!

I've done so many things because I thought.
I still do!


But there's one thing I know... and feel.



.

Monday, March 8, 2010

Sometimes...

Sometimes I just don´t find the words...
Sometimes I'm just too stubborn...

Sometimes...
...sometimes I'm just too stupid to see what's in front of me,
I shut my eyes and hide inside an imaginary shell...
...only so hard to get through!

Sometimes...
...the only words that occur to me are simple and common...

...but they do mean so much!



Sunday, February 28, 2010

Passos...

Se eu te disser hoje,
como ontém...

E se ontém te abracei,
e te amei...

Se eu te sussurrar,

o que sinto e o que sonho...

E se amanhã te jurar que é isso tudo...
...e muito mais!







Hoje faz um ano
que demos mais um passo...





...hoje quero dar muitos mais
ao teu lado
!







Vamos?



:)

Thursday, February 25, 2010

Rememberance

Este blog tem já mais de um ano... cerca de ano e meio. Começou como um repositório de textos com sensações e sentimentos que queria deitar cá para fora... para examinar mais tarde, com outros olhos, com outra perspectiva.

Não gosto de todos, aliás... não gosto da maioria. À parte da qualidade da escrita, entre o inglês e o português, e a escrita que nunca foi o meu forte, as sensações nela descritas são negras, de revolta, umas de desejo ou solidão nuns casos, e ingénuas, infantis ou sem sentido noutros. Mas o que está dito, está dito, e neste caso escrito e exposto. E não há volta atrás.

Podia apagar os textos... um dia será inevitável, pois o blog não durará para sempre... mas por enquanto aqui ficam... para o melhor ou o pior... de mim, claro.

Mas algo ao longo deste tempo mudou. O tipo de texto, os sentimentos que transmitem, mudaram ao longo deste ano e meio... Diria que o ponto de viragem deste blog foi no dia 3 de Novembro de 2008, com o texto "Um Beijo!". Foi um texto criado no próprio momento em que foi publicado, como resultado de um telefonema. Marca um periodo de mudança na minha vida... momento tornado óbvio na leitura desse texto. Momento que guardo... na minha "Caixa de Memórias".

Depois desse, muitos se seguiram, com maior ou menor frequência... com maior ou menor intensidade no sentimento... mas tendencialmente mais positivos, ou mais... sentimentais pelo desejo que sinto... alguns até serão lamechas, mas são o que são.

Hoje fiz uma revisão... não gostei de tudo o que escrevi, mas senti tudo o que escrevi... todos são originais, fiz questão disso. Amanhã escrevo mais, e daqui a um tempo irei olhar novamente o passado e interpretar o que senti numa outra perspectiva, com outra experiência... e outras expectativas.

Espero não voltar ao tipo de textos do inicio deste blog... gosto muito mais da versão actual!... deste último ano e... desde Novembro de 2008.

Tuesday, February 23, 2010

A cada dia...

Como não te escrevo aqui faz quase 3 meses, queria só te dizer que nem por isso me sinto menos enamorado... nem menos amante... nem menos apaixonado...

...e que, muito pelo contrário... esses sentimentos apenas crescem e se moldam às circunstâncias, rodeiam obstáculos e contornam barreiras, ultrapassam dificuldades e encontram... sempre!.. a luz que necessitam para se manterem vivos e cheios de energia, como Glicínias ou Buganvílias.

A cada dia que passa sinto maior dificuldade em encontrar novas formas de expressar e fazer sentir... de transmitir o meu desejo... mas de vez em quando, e para que não me repita... surge uma nova forma, ou versão de alguma já utilizada... e te digo aquilo sem proferir aquela palavra tão pequena... e tão especial...

...e esse sentimento, simples na sua essência e complexo de exprimir e explicar, está lá... de raízes fortes e tronco sólido, a crescer a cada dia, para ti... para essa luz que o ilumina... com ramificações por onde der e puder... enchendo o espaço de uma beleza fantástica e única.

E assim... aqui fica a lembrança, a marca... a demonstração... do que não tenho aqui dito, mas sinto todos os dias.


:)

Tuesday, December 1, 2009

não sei....

.

Não sei como te diga...

Não sei como to transmita...
Não sei como te faça sentir o que sinto...
...fazer-me sentir o que sentes e...
...fazer-te sentir o que precisas!


Não sei... mesmo... não sei....
Sinto-me burro e inconsciente.
Sou um analfabeto... um insensível sentimental!

Não sei como dizer ou fazer... como tocar esse ponto sensível e imaginário...


Sei o que sinto... e pronto!
Que coisa mais individual e solitária!

Não sei como te diga....
Não sei como to transmita...
Não sei como te faça sentir o que sinto...
...nem sentir o que sentes...
Mas sinto e quero e desejo e preciso e exijo... e quero-te e desejo-te e ensejo por todos os momentos possíveis e imaginários... e nesses momentos, todos eles, só espero que sintas e desejes o mesmo que eu... nós juntos... nós mais... mais tudo aquilo que desejamos construir juntos, e que sonhamos todo os dias...





s.

Monday, November 30, 2009

Aqui....

.


...aqui só entre nós que ninguém nos lê:


EU AMO-TE!







;)

s.

Tuesday, November 24, 2009

Redemption

Há dias em que é difícil lidar com a saudade...
...e tentamos a todo o custo reduzir-lhe o impacto.

Por vezes, a única coisa que se consegue é aumentar o fosso.




Acho que vou voltar à minha caixinha de memórias...



s.

Hoje... é um dia não!!

NOTA: a leitura dos textos em hiperligação é facultativa...
...mas nalguns casos explica o sentimento.


Hoje estou desanimado, sem vontade, a precisar de um abraço teu..

Hoje estou irritado, zangado, revoltado com a minha solidão...

Hoje estou triste por estar tão longe...

Hoje estou só porque te sinto longe, distante e desligada...

Hoje estou em baixo, sem energia para me levantar e olhar em frente e seguir o caminho que é suposto...

Hoje estou egoísta porque só considero os meus sentimentos em detrimento dos teus...

Hoje estou individualista porque só olho aos meus interesses...

Hoje sinto vontade de partilhar coisas sem importância mas sem o poder fazer...

Hoje tenho coisas que gostava de partilhar mas sem tempo nem vagar para as partilhar...

Hoje nem me apetece gritar, mas ando lá perto...

Hoje espero pelo dia de amanhã, que não será amanhã nem depois nem depois nem a seguir...

Hoje sinto a tua ausência... sinto-te inatingível... irremediavelmente à parte...

Hoje estou numa cama sem ti... sozinho a olhar pela janela... à espera que o tempo passe...

Hoje... hoje é um dia não!


Queria dar-te um beijo... e amar-te perdidamente... criando mais um momento único e só nosso... e nessa impossibilidade, recorro à minha caixinha de memórias e oiço, uma e outra vez, chamares-me de amor, e sonho continuar a sentir esse amor todo o dia de hoje, amanhã e no fim dos tempos...
...porque hoje estou egoísta, e só quero saber de mim!

Hoje, ao 391, não deixo de sentir o 220, nem o 1, nem o 196... e muito menos o 386...
...quero-te porque sim, reivindico o teu tempo e a tua dedicação sem condições, exijo o teu olhar e atenção sem desculpas... quero, preciso, sinto falta... eis o meu egoísmo no seu melhor estado...


No entanto, nada devo exigir... não posso, que injustiça seria...
...disse um dia que diferente seria, que tudo daria, e com vontade daria...
...disse-o enquanto caminhava para um destino incerto, mas afinal...
...nem sempre o faço, e esta mania persiste... e quase detesto esta forma agreste de ser e agir...


Sinto o que sinto, mas também sinto o que sentes... desculpa-me este meu sentimento, que mais exige do que dá... mas sou assim...
...e no entanto... tenho os meus momentos...



s.

Saturday, November 21, 2009

Caixa de Memórias

Guardo na minha memória tantos momentos.... tantos que nem te contei.

Momentos simples, pequenos ou grandes, curtos ou longos... momentos nossos, momentos planeados, momentos do acaso... momentos... momentos que nos fazem sentir diferentes, especiais, desejados...

Guardo esses momentos na minha caixa de memórias... e abro essa caixa sempre que preciso sentir o calor desses momentos... o amor, o desejo, a amizade...

Nem sempre, ou quase nunca, te transmiti o que guardo nessa pequena... grande caixa de memórias. Lembro-me uma vez de teres mencionado que não respondi a algo especial, a algo que me tinhas dedicado... que deixei o meu espaço em branco... senti o teu desanimo... mas a verdade é que não saberia como responder... tenho a resposta em imagens nessa caixa de memórias... tenho a resposta nas sensações que guardei junto dessas imagens, da mesma forma que se constrói um filme com som aqui se guarda uma imagem, ou uma sequência delas, com os respectivos sentimentos que as viveram... e como poderei transformar tudo isso em palavras? Não encontro as palavras certas, nem a estrutura de frases e parágrafos que transmitam a resposta que merecias ter, que aquela dedicação exigia. O desânimo é meu, e não teu, por não conseguir responder à tua dedicação...

Sou assim... não respondo... guardo na minha caixa de memórias. Caixa que trago comigo, e que abro todos os dias... e revejo, e resinto, e revivo, tantos momentos que me tocaram.

Revejo o sorriso nos teus lábios... ou o brilho nos teus olhos. Relembro os movimentos de algo que preparavas com carinho... não importa o quê... mas apenas o gesto, o cuidado, o sentimento que te levou a preparar o momento que tenho aqui guardado.
Obrigado por mais esse momento.

Recordo os gestos espontâneos de uma e outra vez a propósito de não importa o quê, mas que ficaram gravados na caixa de memórias pelas sensações que provocaram... pelo sentimento que demonstraram...

Recordo, revivo... passo pela experiência das sensações uma e outra vez... até que fecho a caixa de memórias para outro momento, e retorno aos meus afazeres...

Não sei como te transmitir esses momentos que guardo como um tesouro... são momentos simples, pequenos ou grandes, curtos ou longos... momentos nossos, momentos planeados, momentos do acaso... momentos... momentos que nos fazem sentir diferentes, especiais, desejados... são os momentos que me acompanham para onde quer que vá, e me relembram de tudo o que temos de bom, e de tudo o que ainda podemos criar de novo.

Hoje... África... Nós dois...

Hoje estive num jantar com amigos... tu não estavas... separa-nos um continente e alguns milhares de quilómetros...

Hoje ouvi histórias com que sonho tantas vezes... muitas vezes... mas desta vez foi diferente... não eram apenas as histórias por si só, mas era algo mais que recomecei a sentir no dia anterior... sentia enquanto olhava a rua, as pessoas, os comportamentos... o horizonte... e sentia os cheiros, observava as gentes locais, estrangeiros, as cores, os gestos, ouvia as vozes e os sotaques...

Confesso que recomecei a sentir na alma aquela sensação diferente que senti em tempos, noutros tempos de juventude, anos que passei num outro país africano....

Hoje, neste jantar, ouvi mais umas histórias... daquelas que me fazem sentir que estou no sitio errado... que estou na vida errada... e que me deram uma vontade louca de voltar....

Hoje tornei a sonhar com África... mas desta vez não sonhei sózinho... desta vez sonhei contigo... não como das vezes de que já falámos juntos... mas de uma forma mais abstrata, mais sensorial, mais sentida... de uma forma tão forte que me deixei transportar daquele convívio animado por breves momentos... e te senti tão perto de mim naqueles lugares que recordo....

Hoje... talvez amanhã possamos sentir juntos aqueles lugares com que sonhei... de que falámos... e possamos disfrutar dos sabores, dos cheiros, das cores, do horizonte magnífico que esses lugares proporcionam.... talvez aí o tempo pare, e tenhamos tempo para nos olharmos com vagar, sem nos preocuparmos com o amanhã... talvez assim nos possamos amar sem tempo....

Thursday, November 19, 2009

Sem idade, Sem distância... O mesmo sentir...

hoje estou aqui... mas não estou...
sim, estou aqui, vejo-me, sinto-me...
mas estou em tantos outros lugares.

hoje vejo-me ao espelho, ali reflectido...
tenho a idade que tenho, a reflectida...
tenho a idade de hoje, de agora, aqui.

vejo-te aqui, ali, na minha memória...
estás aqui, não estás, é o tempo certo...
eu estou aqui, mesmo aqui, e tu também.

estamos aqui os dois, juntos, jovens...
vejo-te junto a mim, abraçada, a sorrir...
jovem... sempre jovem, somos os dois.

estou além, num tempo longínquo...
longe no tempo, longe no espaço...
ou nem por isso, aqui mesmo ao lado!

velho, fim de vida, corpo cansado...
vejo-te ali, ao meu lado, a sorrir...
o tempo não nos perdou, nunca perdoa.

estamos os dois, corpos flácidos, moles...
desfeitos pelo tempo, mas tu, também ali...
tu estás sempre tão jovem, ainda assim.

longe, tão longe, só no tempo, claro...
tão longe e tão perto, o tempo engana...
ilude-nos a atraiçoa-nos sem piedade.

perto, longe, aqui, agora, amanhã...
ou daqui a um tempo longínquo...
será sempre perto no meu coração!

estou aqui, não estou, mais além talvez...
tu aqui, sempre, comigo, que me aqueces...
aconchegas-me o coração, acalmas-me.

hoje, amanhã, ou anos de luz talvez...
sempre jovens no sentir dos dias...
o mesmo amor jovem, perto ou longe.

flácidos, cansados, fortes, a sorrir...
damos as mãos, sorrimos, dançamos...
sempre contigo, ai mesmo ao teu lado!

hoje, amanhã, a cem anos, agora...
não há idade nem tempo nem distância...
apenas tu, eu, o que sentimos e construímos.

Monday, November 16, 2009

Cama sem ti...




Sabes uma coisa, T.?


Hoje, tenho duas camas só para mim.
Estão juntas, o que faz delas uma cama gigante.

Estão vazias. Falta-lhes o essêncial.
Ter tudo e nada, ou pouco e tudo.

Hoje, não te tenho aqui.
Nem hoje nem nas próximas noites.

São noites vazias e solitárias.
São cheias de nada, e de muitos desejos.

Hoje, gostava de estar numa cama pequena.
Cama mais estreita, mas partilhada contigo.

Abraçava-te de noite e adormecíamos juntinhos.
Cheios de amor, sonhos e sorrisos partilhados.



Sinto-te a falta...

Thursday, October 15, 2009

T

T, não é uma letra qualquer.
É uma letra especial!

É uma letra que inicia algo de bom,
que desejo e que amo profundamente.

É o início da harmonia e do bem estar,
do sorriso que expresso na face todos os dias.

É o início de tudo o que sinto,
e de tudo o que desejo no futuro.

É o início constante das alegrias,
e das felicidades renovadas.

É o início da vida que sempre desejei,
e das vidas que desejamos juntos.

É o início do teu nome T,
que hoje renasce no meu coração.


Parabéns T!

Friday, September 25, 2009

coisas de ti...

hoje vi um cabelo teu... não vi um, vi uns poucos, mas um chamou-me especial atenção.
era diferente, algo reluzia nesse teu cabelo solitário, algo brilhava com uma luz viva e quente...

estava ali, pendurado no móvel da casa de banho. caiu de ti quando te preparavas para saír, onde te penteaste a última vez. sacrificou-se para ali permanecer, até que eu lhe reparasse na existência aparentemente insignificante e efémera. de tantos cabelos, aquele soltou-se, deixou-se embalar pelo ar, até que se deixou ficar pendurado na borda do móvel, estrategicamente colocado, e ali permaneceu até que me sentasse à sua frente horas mais tarde, de tantas vezes que por lá tinha passado neste longo espaço de tempo entre a tua saída e este meu, nosso, encontro.

sentei-me, olhei a caixa vermelha chinesa por cima do móvel, sorri pelo dragão negro meio cortado pela fechadura e pequenas gavetas, e ao deixar o meu olhar deslizar para baixo foi então que o vi... ali... pendurado, como se me chamasse delicadamente. estiquei os dedos, peguei-lhe nas mãos e observei-o. era longo, ondulado. olhou para mim como se me enviasse uma mensagem... de ti, que existes, e que não estando tu ali naquele preciso momento, estás presente de alguma forma em todos os momentos. de repente fiquei com vontade de o guardar comigo... e de juntar os que mais encontrasse... era como se te abraçasse, mas acabei por o deixar seguir o seu caminho. a sua missão estava terminada.

tarefa inglória, essa do teu cabelo. atitude simpática, louvável, mas inútil.
como se me esquecesse de ti... como se me esquecesse de mim...
mas afinal, aqueceu-me a alma e sorriu-me o espírito...

Wednesday, June 17, 2009

Momentos

"o tempo é algo que não volta atrás", li eu algures ainda há pouco.


Não volta, o que passou... passou. E se tiver sido bem passado, tanto melhor. Se tiver sido aproveitado com sucesso, melhor ainda. Se tiver tido algum sentido, algum significado mais rico, nobre, profundo... que maravilha. Mas passou… e não volta mais, e o que resta dele são o que fizemos, dissemos, vivemos, sentimos… e as respectivas memórias.

Um momento, único, que passa e não volta... jamais... será irrepetível neste universo de momentos encadeados e sequenciais e de forma tão subjectiva, e coordenados por algo a que chamamos de tempo.

Momentos que constroem estruturas de sentimentos e estados de alma, passando pela indiferença ao êxtase... momentos que não voltam, perdidos algures no tempo e dos quais restam apenas memórias sentidas, as marcas na pele, o cheiro que desaparece… lentamente... até que se esfuma e se transforma…

Neste momento que passa e não mais volta, este agora que vivo e sinto, não o queria deixar passar sem te dizer mais uma vez...



...

Tuesday, June 9, 2009

221

...and still loving it!



:)

Sunday, June 7, 2009

220


Duzentos e vinte… podia ser um número qualquer, mas não é. Calha a um Domingo. É bom. Dá para descansar. Faz falta! Talvez dê para gozar esse número… um número certo, quadrado, duzentos e vinte, …e é par.

Não é um quarto de alguma coisa, bom… até é, de oitocentos e quarenta, mas não de um número redondo… tipo um quarto de mil, por exemplo… como um quarto de litro ou de qualquer outra coisa assim mais… mais expressiva dentro daquilo que se possa considerar comummente expressivo. Mas um quarto é quadrado... quer dizer, alguns são. E o duzentos e vinte é quadrado, não quadrado no sentido de imbecil, nada disso... mas quadrado no sentido geométrico, pelo menos daquilo que se possa considerar um número de quadrado como o quatro, ou o duzentos e cinquenta, ou o mil... e assim, considero este duzentos e vinte quadrado e, como um quarto é quadrado… e este duzentos e vinte é quadrado, também ele é um quarto. É um quarto rebuscado, eu sei. Mas sou eu que escrevo, sou eu que dito as regras! E além disso eu quero um quarto… um quarto porque …um quarto é bom… é lugar de segurança e lugar de diversão, é lugar de sossego e lugar de atrevimento, é lugar arrumação e lugar extravagância, é lugar de amor e lugar de paixão, é lugar de descanso e lugar de brincadeira, é lugar de sonho, é lugar de liberdade, é lugar de seriedade e também de alguma loucura… é um lugar bom, livre, cheio de coisas boas, e por isso gosto do quarto.

O duzentos e vinte também é um par, o que também calha bem porque… um par é sempre bom, e no caso deste duzentos e vinte é ainda melhor, é especialmente bom... é doce. É como um chocolate negro de 100% cacau de Claudio Corallo, produção totalmente artesanal, robusto mas suave, sólido, com uma textura única, onde acrescentaria um toque de baunilha culminando em leves sabores frutados de frutos silvestres e finalizando com uma levíssima e muito fina cobertura de chocolate branco. É mesmo muito bom! Possivelmente, este par será um dia ímpar, ou talvez se mantenha par, ou talvez… mas que importa isso? Seja par ou se torne ímpar... é um número como outro qualquer!

É isso, um número como qualquer outro… nem dá conta certa, a ver bem. Dá cerca de seis décimas… pouco mais que isso. Seis décimas! Não é nada, mas já é tanto. São seis décimas de algo, de um valor que alguém definiu como marca do tempo, como compasso de ritmo, como comemoração de mais uma passagem.
Mas… duzentos e vinte? Duzentos e vinte ninguém conta, ninguém olha, ninguém repara. É um número inexpressivo, ao qual ninguém liga. Nestas coisas do tempo, este número não tem qualquer relevância.

Então… e o duzentos e vinte vem de onde? Não vem de lado nenhum, mas vem de tudo o que importa. Podia ter sido um oitenta, ou um trezentos e sessenta e cinco. Hoje, neste belo dia solarengo, sim... solarengo, que apesar das núvens o sol ainda se faz reflectir na relva verde do jardim... tímido, mas presente... hoje é o duzentos e vinte. Amanhã será outro número qualquer. Não. Não um número qualquer, mas algum que tenha algo de valor. O mesmo valor de todos os outros números, …sim, isso mesmo, exactamente o mesmo valor, que aqui são todos importantes. O duzentos e vinte, o um… ah, o um, esse belo número que muitos julgam ser o culminar de um percurso ou competição, a meta, mas que na verdade, é apenas o começo, e um maravilhoso começo, digo eu. E se eu digo, é porque é!.

E o quatro mil? E o quinze mil trezentos e dez? Sim… o quinze mil trezentos e dez também é um belo número... coincide com o vinte e oito mil novecentos e setenta e nove. E se um dia eu escrever um texto que comece por dezoito mil duzentos e trinta e dois, esse sim, vai ser um número fantástico. Espero que calhe também num Domingo. É pena é não ser tão quadrado como o duzentos e vinte... quadrado mas não imbecil, entenda-se! Aqui não há lugar a imbecilidades… e como sou eu que escrevo, sou eu que dito as regras! Está dito! Mas também é par.

Não sendo um quarto do que quer que seja com alguma lógica comum, ou um valor redondo como… sei lá, mil, ou cem mil, ou o que for que aqui quem dita sou eu, garanto que, a acontecer, terá definitivamente um quarto majestoso, para um par definitivamente maravilhoso! Esse número não será um quarto, mas representará muitos quartos.

Mas hoje, neste dia de sol tímido mas presente, assim como eu, e de temperaturas aconchegantes… hoje conta-se o número duzentos e vinte. Hoje conta-se este número porque me apetece, porque Eu quero, e porque sou eu que escrevo e sou eu que tido as regras. E conta-se o duzentos e vinte porque o número é quadrado-não-imbecil, e não sendo um quarto que pode ser quadrado, calha a um Domingo, e ainda por cima é par, e toda esta conjugação de valores soa-me muito bem!

Valores… ora aí está mais uma conjugação. Este número é um valor, mas não o valor que se possa julgar. Não é um valor qualquer. É O Valor! É aquele que mais vale de tudo o que tenho o privilégio de ter comigo. É-o hoje, mas amanhã também será. É o valor do tempo que passou, é o número de dias que tive o prazer partilhar, é o número de dias que tive o privilégio de sonhar, é o número de dias que tive o privilégio de planear, é o número de dias que tive o privilégio privar com… e de viver de uma forma diferente, mais intensa e mais verdadeira… pelo menos desde que dei conta que sou adulto. Sim, desde que dei conta! Acho que dei conta muito tarde na minha vida e por vezes olho-me ao espelho e questiono onde foi parar a juventude de outros tempos, porque aquela cara que vejo reflectida ao espelho apresenta aquela idade de quem eu olhava há muitos anos atrás e achava de velho, adulto sem graça.

Engraçado, estas coisas da idade. Somos crianças e vemos um oceano numa poça, crescemos e passamos a ver um lago, e depois de adultos vemos… aquilo que ela é - uma poça – e deixamos de lhe dar importância. Gostava de ver novamente o oceano naquela poça, e brincar aos pulos sujando toda a roupa de salpicos de lama, rebolar-me na areia e gritar ao vento qualquer exclamação de super-herói, sem achar que estou a ser… infantil!

Um dia olhei-me ao espelho e deixei de ver a criança de outros tempos, e depois percebi que, afinal, já era adulto há demasiado tempo, e nem tinha dado conta… Os anos passaram, as actividades mudaram, e os hábitos e os desejos e as brincadeiras… o fantástico fugiu, assim como a mística e o imaginário que fazia de um galho uma vara sofisticada de tecnologia de ponta capaz de criar planetas e fazer-me pairar no ar como o super-homem… e que bom era voar em criança e ver as pessoas pequeninas lá em baixo…

Mas cresci, e só dei conta muito tarde quando um dia me olhei ao espelho e não reconheci aquela cara estranha, com barba, que olhava espantada a ordenar que me despachasse porque coisas importantes, coisas que eu, criança, não entendia, me esperavam algures num local a que chamava de escritório e que supostamente era um emprego, ou qualquer outra coisa que me pareceu muito chata e sem sentido, e desde então tenho estado a tentar perceber sem conseguir atingir-lhe a razão. Que coisa estranha aquela!

Mas e o duzentos e vinte? …que raio de número. Inexpressivo! É quadrado-não-imbecil, como um quarto… um quarto quadrado. Vai ter um quarto. Vai? Terá, com certeza! Se sou eu que escrevo, sou eu que dito as regras! E calha a um Domingo… mas que bem… E sendo par, vai mesmo ter um par… faço questão disso que de outra forma não quero! É que, este duzentos e vinte sem par não é nada, é vazio, é ilógico e irreal. Afinal, não é um raio de um número, é um bom número. É um número completo!

Nós, seres vivos pensantes e supostamente racionais, mas que afinal somos apenas um molho de brócolos sentimentais e supersticiosos, temos a mania das marcas, das métricas, das coisas supérfluas e sem sentido real. Duzentos e vinte é um número quadrado como um quarto, é um par de algo que calha a um Domingo e que vai ter mesmo um quarto com cama e jardim à porta o som dos pássaros lá fora e o silêncio relaxante da distância saudável do mundo exterior e um par magnífico. Dito assim sem vírgulas para ser tudo seguido e vincado e sem deixar fôlego. Que importa se é duzentos e vinte ou nove mil oitocentos e sessenta e nove…
…importa que são duzentos e vinte dias passados na tua companhia, duzentos e vinte dias passados a sonharmos juntos, duzentos e vinte dias a planearmos um futuro juntos, duzentos e vinte dias a desejarmo-nos um ao outro, duzentos e vinte dias a amarmo-nos loucamente, livremente, descontraidamente, apaixonadamente…
…são duzentos e vinte dias de felicidade, são duzentos e vinte dias a sentir-me, de novo, como uma criança feliz, despreocupada, com esperança e cheia de sonhos!

Podiam ser apenas dez, ou os tais dezoito mil e quantos mais vierem… mas serão todos igualmente bons. Talvez ainda melhores… quem sabe…

Amanhã, festejo o número duzentos e vinte e um, e um dia espero estar do teu lado, a amar-te pelo décimo oitavo de milhar e duzentos e trinta e dois dias consecutivos.

Obrigado por me deixares amar-te assim…



Wednesday, May 13, 2009

Sinto-me...

Sinto-me tão bem como no dia em que te conheci.
Sinto-me tão feliz como no dia em que nos beijámos.
Sinto-me tão tranquilo como no dia em que nos acertámos.
Sinto-me tão envolvido como no dia em que nos comprometemos.
Sinto-me tão apaixonado como no dia em que te senti.
...só que mais confiante!

Sinto-me... sinto-me simplesmente realizado por te ter conhecido.
Sinto-me mais, muito mais que no dia do nosso primeiro abraço.